Tecnologia ajuda jovens autistas

25 maio 2012  amacppkasulo, Sem Comentários
Tecnologia ajuda jovens autistas

Projetos de mestrado da PUC/Rio trazem jogos para desenvolver a fala e as relações sociais

Dois alunos de mestrado em informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio) resolveram aliar a tecnologia ao aprendizado de crianças e adolescentes autistas. O interesse por computadores ajuda a aprender vocabulário e a se relacionar com outras pessoas de forma leve e divertida.

Rafael Cunha, 32 anos, começou o mestrado em informática com a linha de pesquisa “interação humano-computador” em 2009. Ao procurar por um tema de tese de dissertação, recebeu uma dica da esposa. “Minha mulher é fonoaudióloga e atendia uma criança autista. Ela me contou a dificuldade de achar softwares brasileiros para ensinar vocabulário para os autistas”, relembra.

Arquivo pessoal
Rafael Cunha inventou um jogo de computador para o aprendizado e diferenciação de palavras

Foi a partir daí que Rafael criou, com ajuda da orientadora Simone Barbosa, um jogo de computador para ampliar o vocabulário de autistas entre 5 e 9 anos de idade. O jogo ainda não tem nome, mas um marcante esquilo faz sucesso entre os usários mirins. O esquilo incentiva a superar desafios do game.
Arquivo pessoal
sonobrrasil

Rafael explica como funciona: “A partir dos estímulos, é preciso achar as palavras pedidas. A intenção é que as crianças joguem sempre com orientação dos pais ou de algum supervisor.” Uma vantagem é que o nível é adaptado à capacidade de mexer com o mouse e ao conhecimento da criança: desde a alfabetização, até os que já falam, mas tem dificuldade de distinguir objetos ou funções semelhantes.

Os testes começaram em abril de 2011 e terminaram em dezembro, depois de dez sessões com cada uma das cinco crianças participantes. Dessas, quatro tiveram resultados excelentes e apenas com uma delas não foram obtidas provas de aprendizado. Os pais acompanharam o processo e foram testemunhas do progresso dos filhos. “Um dos meninos não conseguia diferenciar ‘sandália’, ‘chinelo’ e ‘sapato’. Depos do jogo, ele passou a conseguir. Outro não diferenciava a função dos objetos, quando queria dizer ‘prato’ dizia ‘comida’. O jogo ajudou bastante”, conta Rafael, satisfeito.

“Sinto que tanto as crianças quanto os pais gostavam muito. O jogo também sería útil em instituições que cuidam de autistas”, sugere. O game ainda não está finalizado, mas a partir de junho vai estar disponível para qualquer pessoa na internet. Rafael explica que a vontade dele é ajudar essas crianças, que tem poucas opções de jogos e softwares de aprendizado, por isso vai distribuir o jogo de graça.

Arquivo pessoal
sonobrrasil
A colombiana Greis Silva veio para o Brasil fazer
mestrado e criou um game para interação
de adolescentes autistas

A estudante de mestrado em informática Greis Silva, 26, também se mobilizou pela falta de jogos e tecnologia para ajudar os autistas. Natural de San Juán del Pasto, na Colômbia, ela criou o jogo PAR (Peço, Ajudo, Recebo), que funciona numa mesa touchscreen. O game foi desenvolvido para que jovens autistas de 12 a 17 anos joguem juntos e, assim, superem desafios e interajam entre si.

Greis se formou em licenciatura em informática e queria, no mestrado, aliar os temas educação e computação, o que veio fazer no Brasil. “O jogo nasceu da necessidade dos usuários. Os gostos e preferências deles foram pesquisados para depois formular o jogo”, explica.

Em desenvolvimento desde setembro do ano passado, com orientação do professor Alberto Raposo, o PAR já foi testado com seis adolescentes autistas, com resultados muito positivos com todos eles. Na fase de testes, os usuários interagiram com um instrutor, mas o objetivo é que usários autistas joguem juntos, para contribuir para a interação social deles.

“O estímulo do jogo, a mesa multitoque e a interação com outros portadores de autismo ajuda a superar barreiras sociais nesses jovens”, relata a criadora. Atualmente, o software e a mesa touchscreen estão sendo testados com oito jovens do Instituto Ann Sullivan no Rio de Janeiro, para tratamento de autismo.

Greis explica que não existem muitas aplicações para o aprendizado de autistas, por isso, é importante investir na área: “O objetivo do jogo é ajudar, atender pessoas com necessidades especiais e ver até onde a tecnologia pode auxiliar, sem nenhum tipo de interesse comercial”. No futuro, o jogo será distribuído gratuitamente.

Como as mudanças no diagnóstico do autismo vai afetar sua vida

20 maio 2012  amacppkasulo, Sem Comentários
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Em 2013, o novo Manual da Associação Psiquiátrica Americana de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) será lançado. Nele estão uma série de mudanças relacionadas ao espectro de autismo. Mais significativamente, os diagnósticos de TID-SOE e síndrome de Asperger vai desaparecer, enquanto novos diagnósticos como Transtorno de Comunicação Social será adicionado. Pareceu-me que tais mudanças têm um impacto enorme na comunidade do autismo, e sobre a investigação em curso para entender melhor o que hoje chamamos de autismo.

Para responder a algumas das minhas perguntas, entrei em contato com Alycia Halladay, PhD, Autism Speaks Diretor de Pesquisa de Ciências Ambientais. Aqui estão suas respostas às minhas perguntas:

Q: Como é que os médicos fazem uso dos novos critérios? eles serão treinados em novos procedimentos de diagnóstico?

 

A: Médicos terão de aprender e compreender os novos critérios para o autismo, incluindo os critérios dentro de cada subdomínio, bem como a escala de gravidade. A APA está a conduzir ensaios de campo para determinar a viabilidade e as necessidades de implementação das novas diretrizes. Espera-se que a APA irá revisar protocolos de treinamento e oferecê-lo a qualquer médico que busca-lo.

[Nota Editorial: se você está procurando um diagnóstico ou avaliação para o seu filho, o check-in com o seu médico para descobrir se ele ou ela está ciente dos novos critérios, envolvido com os testes de campo, ou a planear a ser treinados nestes novos protocolos .]

 

Q: Que tipo de impacto terá a DSM tem novo na pesquisa que, até agora, tem envolvido “as pessoas com autismo” – alguns dos quais deixarão de ser considerado autista?

A Não se sabe como os novos critérios do DSM irá afetar a prevalência de ASD (ver ponto seguinte). Além disso, os critérios estão a mudar, mas ele é projetado para ser mais específico, sem perder a sensibilidade. Ou seja, ele não deve capturar qualquer número de casos de autismo, mas fornecer mais orientações sobre o que constitui ASD. Os novos critérios tentar melhor descrever e identificar que é o autismo, incluindo o que a comunicação social é separada de uma deficiência de aprendizagem gerais. A DSM também irá incorporar um aspecto dimensional para ASD, indicando o quanto apoiar um indivíduo precisa de sua comunidade para se concentrar no que a pessoa deve fazer a sua idade e níveis de desenvolvimento. Este reconhece que existe uma gama de etiologias em TEA, com uma gama diferente de funções.

[Nota Editorial: Isso sugere que há uma boa chance de que pessoas com diagnóstico de autismo atuais espectro que não têm significativos problemas sensoriais ou problemas perseverativos mas que não tem comunicação, social e / ou diferenças de aprendizagem vai ser recategorizadas. Parece mais provável que essas pessoas vão acabar com um diagnóstico de Comunicação Social Disorder.Enquanto isso, será muito importante para os pais de crianças que ainda são diagnosticados com um diagnóstico do espectro do autismo para obter uma alça sobre os qualificadores ("com o desafio intelectual", "sem desafio intelectual", etc), que teoricamente vai determinar o que apoia a sua criança vai receber. Estes tendem a ser muito escorregadio -. Ainda pode ter um grande impacto na sua vida diária]

 

Q: Que tipo de impacto terá a nova DSM têm em nossos dados estatísticos, o que sugere que, por exemplo, as pessoas 1:90 ou assim tem um ASD … ou que a incidência de autismo aumentou dramaticamente?

R: Não sei, mas uma publicação recente no Jornal da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente sugeriu que haveria uma diminuição da prevalência utilizando os novos critérios de diagnóstico. A tentativa de os novos critérios não é mudar a prevalência de ASD, mas sim descrever melhor os sintomas de autismo e ser claro sobre aqueles que não cumprem os critérios.

[Nota Editorial: Há aqueles que acreditam que os novos critérios são uma tentativa de mudar a prevalência percebida de autismo, e de "downgrade" preocupação pública com a desordem. Eu não acredito que este é o caso, mas é provável que menos gente vai cair sob os critérios mais específicos para a CIA. Também parece provável que a maioria das estatísticas do autismo e autismo muitos estudos relacionados entrarão em questão uma vez que os novos critérios estão no lugar.]

 

Q: Será que os serviços relacionados com o autismo e as mudanças de codificação médica? Se assim for, o que devemos fazer para ter certeza de que não há ruptura nos serviços?

A: n, eles não deve ser alterada, embora não seja claro se o código ICD, que é usada pela OMS e fora da América do Norte, também irá incorporar as mesmas alterações. Na verdade, espera-se que, incluindo [aqueles com sintomas do que atualmente se chama] Aspergers para o código de diagnóstico, serão elegíveis para serviços semelhantes e oportunidades disponíveis para pessoas com autismo.

[Nota Editorial: Enquanto os serviços disponíveis para aqueles com diagnóstico do espectro do autismo podem não mudar, continua a ser visto se aquelas pessoas que são "recategorizadas" continuará a receber serviços como antes. Por exemplo, alguém que está recategorizadas de TID-SOE de Distúrbios da Comunicação Social ainda beneficiar de qualquer tipo de terapia ocupacional ou físico? Os pais terão de ser muito vigilantes sobre olhar para estes tipos de preocupações.]

 

Q: Será que as pessoas com “atrasos intelectual” ser diagnosticável do espectro do autismo?

A: Se a pessoa mostra as características de autismo, como descrito pelos critérios DSM, eles vão ser diagnosticada, independentemente da função intelectual. Os novos critérios do DSM levar em conta a variabilidade em função da linguagem independente que não deve influenciar o diagnóstico de ASD. Funcionamento intelectual serão contabilizadas em funções secundárias.

Editorial [Nota: Mantenha um olhar atento sobre o desenvolvimento dessas características "secundárias", e ter certeza que seu filho seja adequadamente diagnosticada. Claramente, um simples "do espectro do autismo" O diagnóstico vai fornecer às escolas, terapeutas e companhias de seguros com muito pouca informação útil!]

http://autism.about.com/od/whatisautism/a/How-Changes-In-Autism-Diagnosis-Will-Affect-Your-Life.htm&u

 

Santa Casa terá avaliação gratuita de autismo

20 maio 2012  amacppkasulo, Sem Comentários
autismo

Paulo Igor e mão, a dona de casa Iranice

Problemas de comunicação, isolamento social, movimentos repetitivos, déficit intelectual ou nível de inteligência acima do normal. Esses são alguns dos sintomas do autismo, transtorno que atinge um em cada 150 recém-nascidos no Brasil e que deve ser identificado o quanto antes. No Rio, um novo ambulatório da Santa Casa vai oferecer, a partir do dia 10, serviço gratuito de diagnóstico precoce da doença.

A doença costuma se manifestar ainda no primeiro ano de vida. Diante do diagnóstico, especialistas alertam para a importância de agir rápido. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maior a evolução dos pacientes.

- Se o transtorno for identificado antes dos 3 anos, pode-se alcançar melhora de até 80% – afirma Fabio Barbirato, chefe de psiquiatria infantil da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Para identificar possíveis sinais de autismo, os pais devem ficar muito atentos a atitudes e interesses do filho.

- Normalmente, autistas não respondem a estímulos como responder quando são chamados ou olhar para um objeto que é apontado – explica Fábio Barbirato.

Mãe de Paulo Igor, de 18 anos, a dona de casa Iranice Pinto, de 46 anos, só descobriu que o filho tinha autismo quando ele tinha 6 anos. Ela começou a peregrinar atrás do tratamento adequado.

Depois de estudar sobre o assunto, hoje ela é a presidente da Associação Mão Amiga, instituição sem fins lucrativos criada em 2000, que orienta pais e oferece atividades para crianças e adolescentes que têm a doença.

Saiba mais sobre o autismo

Como idenfiticar

Aos 6 meses:

- A criança não reage quando é chamada.

- É passiva e quieta e demonstra poucas respostas afetivas.

De 7 meses a 1 ano:

- A criança tem aversão ao toque social (fica nervosa com abraços, beijos, carinhos).

- Não responde quando é chamada

- Presta pouca atenção se está incomodando outras pessoas

- Olha para as pessoas sem interagir com elas

A partir de 1 ano:

- A criança tem pouca empatia

- Não balbucia nada

- Tem pouco interesse em outras crianças

De 1 ano e meio em diante:

- A criança tem atraso na fala

- Não demonstra interesse social

- Tem medo exagerado de sons altos

- Não responde quando é chamada

Agradecimento

29 julho 2011  amacppkasulo, Sem Comentários
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QUERIDAS MÃES E PARENTES DE AUTISTAS

Estamos informando sobre nossas ações realizadas no mês de Julho/11, para a captação de fundos. Particimamos da “Festa Julina” no último dia 08 do Hospital Pinel e foi um sucesso!!

Apesar de muitos e muitos contratempos, pudemos contar com a dedicação, força de vontade e otimismo por parte das mães que ajudaram. Tudo acabou bem. Nos dias 20, 21 e 22 realizamos também um bazar beneficente no bairro do Jaraguá. Nos revezamos e dentro das nossas possibilidades, conseguimos dar conta do recado

Queremos agradecer a todas que colaboraram, seja com valores, doações, força de trabalho, ou apenas com a sua alegria e motivação. Agradecemos de todo coração, as pessoas que doaram seu tempo para dedicar-se a essa luta. Valeu!!

Precisamos avisar ainda que à partir de hoje não estamos aceitando nenhum tipo de donativo. Por favor, não doem mais dinheiro para ninguém que fale em nome do Kasulo.

Já temos dinheiro em caixa, que atualmente nos é suficiente. Se for abordada com esta desculpa. Denuncie e não entregue.

O valor arrecadado será usado para eventos organizados para nossos filhos e a legalização de nossa Associação. O destino da arrecadação será informado pessoalmente aos que demonstrarem interesse.

Aceitamos sugestões e comentários do nosso Blog

http://kasulo.blog.com

PELOS E-MAILs

gaya.eds@gmail.com

cristiane0612@gmail.com

di-andre@bol.com.br

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daniellepercinoto@gmail.com

Beth Dantas Kasulo

Associação de Mães e Familiares de Autistas

Ginastica Olimpica ajuda crianças autistas a superar obstáculo

27 julho 2011  amacppkasulo, 2 Comentários

No Rio de Janeiro, um professor de Educação Física descobriu que aulas de Ginástica Olímpica podem ajudar muito; os resultados são surpreendentes.

Para quem brincar é um desafio? No Rio de Janeiro, um professor de Educação Física descobriu que aulas de Ginástica Olímpica podem ajudar muito. Um sorriso diz muito mais do que as poucas palavras do Guilherme, que tem três aninhos, e só agora, falou “mamãe” pela primeira vez. “Nem acreditei, ele falou, aí ele falou de novo e meu marido disse: ‘você ouviu?’ Eu falei: ‘acho que é e foi emocionante’”, contou a mãe de Guilherme, Bárbara de Jesus.

Guilherme tem autismo, a síndrome que afeta a comunicação, o comportamento e o convívio social. “Ele custou a andar, andou com 1 ano e 6 meses. Ele não falava, uma criança com 1 ano já fala, ele não falava nada”, contou a mãe Bárbara de Jesus.

Às vezes, falar não faz falta. Guilherme participou da primeira Copa de Ginástica para Crianças Autistas no Rio de Janeiro. Ele fez exercícios difíceis e se divertiu com a descoberta do que o corpo pode fazer.

A idéia de ensinar ginástica para crianças autistas é do professor Rodrigo Brivio. Os resultados são surpreendentes. “A gente sofre junto, vencemos juntos. É um obstáculo que eles superam aqui dentro e no dia a dia deles”, diz o professor.

São 50 alunos. Turma cheia.

Repórter: Quando você não consegue se comunicar da maneira convencional, como é feita essa comunicação?
Rodrigo Brivio: Através do abraço, do beijo, do carinho.

Um menino que vinha tendo aula com o Rodrigo não falava. “Ele tinha parado de falar e não tava falando e no meio de uma aula com os estímulos que ele dá, ele voltou a falar, e isso é emocionante”, contou a professora de Educação Física Simone Correia.

A Juliana é adolescente. Tem 12 anos. Duas vezes por semana, faz as aulas de ginástica com o professor Rodrigo e já melhorou demais a coordenação motora, e a noção de tempo e espaço.
Não importa o estilo que a Juliana vai puxar a corda, nem quanto tempo ela vai levar. O que vale é que quando ela concluir esse circuito, vai saber como é o gostinho de ser campeã.

A Juliana, o Guilherme, todos os 50 pequenos atletas foram premiados com medalhas. “Muda a vida de um pai. Acho que a gente aprende a ser mais humano, mais humilde. Amar mais”, contou Bárbara de Jesus.

“É uma conquista a cada dia. A gente vê que ela está fazendo com prazer e isso é muito bom para a gente”, disse a mãe de Juliana, Georgia Fonseca.

Veja a matéria completa em video, clicando no link abaixo:

Bom Dia Brasil. Materia sobre autismo

Eles estão envelhecendo.

13 julho 2011  amacppkasulo, Sem Comentários
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Por Verônica Falco

Matéria da Revista Incluir.

 

Com o aumento da expectativa de vida de pessoas com deficiência intelectual, as famílias devem começar a se preparar para o futuro. Há 50 anos, as pessoas com síndrome de Down viviam até a fase da adolescência. Com o avanço da medicina, por conta de evoluções quanto ao tratamento de cardiopatas, a expectativa de vida aumentou consideravelmente – estima-se hoje, em média, que ela chegue aos 20 anos. Desde então, a questão do envelhecimento de pessoas com deficiência intelectual passou a despertar preocupação e interesse. Segundo Maria Amélia Vampre Xavier de 83 anos, diretora para Assuntos Internacionais da Federação Nacional das APAEs, e mãe de Ricardo de 53 anos, que tem um problema neurológico congênito chamado espinha bífida (uma malformação da coluna dorsal com envolvimento do turno neural), quando fundadas as primeiras APAEs do Brasil, os pais se preocupavam com os filhos então pequenos. Queria saber sobre tratamentos que os ajudassem, de escolas, creches e oficinas protegidas que pudessem se ocupar com as coisas mais rotineiras e simples. “O futuro não existia para nós, até porque ele era assustador. As estatísticas da época configuravam vida curta para as pessoas com síndrome de Down. Pois a previsão dos médicos era que eles mal chegariam à adolescência”, conta. Aos 35 anos, as pessoas com deficiência intelectual já são consideradas idosas. Há mudanças funcionais psicossociais e emocionais que ocorrem a partir dos 30 anos. Na população média isso ocorre entre 70 e 75 anos. No entanto, ainda é impossível estabelecer, com firmeza, quando e porque o envelhecimento de pessoas com deficiência intelectual, em alguns casos acontece precocemente e em outros, a pessoa chega aos 50 anos muitos bem, ativa e funcional. Atualmente, há no Brasil a preocupação com a instalação e manutenção de residências inclusivas e com a necessidade de moradias para as pessoas com deficiência intelectual, a fim de que tenham guarida e um bom nível de qualidade de vida quando os pais não estiverem mais com elas. Preocupados com o futuro, Maria Amélia e o marido fizeram, há cerca de dez anos, o filho Ricardo, passar pelo processo de interdição. Após entrevistas com assistentes sociais e promotoria pública, Ricardo teve a tutela definida. “Por minha morte, pois tenho 83 anos isso pode acontecer a qualquer hora, esta responsabilidade caberá ao irmão Claudio, arquiteto, que é um ano e meio mais velho do que ele”, revela Maria. A dona de casa Luiza Barbieri, 65 anos casa, mãe de Paulo, 44 anos, que tem deficiência intelectual moderada, conta que sempre se preocupou com o futuro do filho. “Eu sempre pensava no dia de amanhã e me perguntava: quando eu e o pai morrermos, quem cuidará dele?” Essa preocupação não é difícil de ser compreendida. Em alguns casos, os outros filhos já têm outra vida, são casados, tem filhos e dificilmente vão querer assumir essa responsabilidade; em outros, vão simplesmente não há com quem deixá-los.

Foi durante uma reunião na Associação para Valorização de pessoas com Deficiência (Avape), instituição freqüentada pelo filho, que dona Luiza ouviu falar sobre a curatela. “Foi nessa ocasião que descobri que por meio desse processo eu poderia indicar alguém para ficar com a responsabilidade de cuidar do Paulo na minha ausência”, conta. A filha mais velha dela se propôs para a curatela do irmão. A família teve toda a assistência jurídica, gratuitamente, para a conclusão do processo. “Toda a documentação foi providenciada e agora, de certa forma, estou tranqüila”, conta dona Luiza. “Eles precisam de pessoas que, alem de assisti-los legalmente, tenham com eles o comprometimento emocional e afetivo”, afirma. Atentas as mudanças Entidades envolvidas com assistência às pessoas com deficiência têm acompanhado e se adaptado a esse processo de envelhecimento. Denise Prado Teixeixa de Carvalho, psicóloga e especialista em neuropsicologia, função essa exercida na Avape, explica que foi criado há dois anos na instituição, o Centro de Convivência, que tem um olhar diferenciado a essas pessoas e sempre procura, entre outras coisas, estimular a independência. Outro trabalho é tentar conscientizar as famílias sobre esta condição. Dessa maneira, um grupo dá orientação aos pais e cuidadores por meio de reuniões mensais. Segundo Denise, que também é psicóloga na Unidade Clinica de São Bernardo do Campo e no Centro de Convivência a UEGEB, o maior desafio é encontrar alguém para cuidar dessa pessoa. “Essa é uma questão muito particular e tem que ser trabalhada com atenção”. Revela. Há ainda casos nos quais os pais oferecem resistência quanto a esse aspecto, tanto por terem que encarar a própria condição de envelhecimento, como pelo fato de terem quem queira se comprometer com a responsabilidade de cuidar desse filho. “Um dos fatores que geram essa atitude esquiva de outras pessoas da família é a falta de informação. Há a falsa sensação de que a pessoa com deficiência irá causar um trabalho muito maior do que o real – ninguém vai precisar trocar fraldas”, afirma Denise.

Para Edna Belasco, coordenadora do Serviço de Apoio ao Envelhecimento da APAE de São Paulo, as famílias não tem muitas opções e acesso a atendimento especializado. “De modo geral, há uma insuficiência de serviços organizados com foco para esse publico e a inexistência de políticas publicas inclusivas. Felizmente já existe em São Paulo uma mobilização da sociedade civil e governamental (ONGs e Secretarias Municipais) para provocar políticas publicas para o atendimento à pessoa com deficiência intelectual que esteja em processo de envelhecimento. São o Grupo de Trabalho e o Grupo de Estudos, que se reúnem mensalmente para discutir e estudar a possibilidade para que essas políticas sejam criadas e fomentadas. Segundo Edna Belasco, é de suma importância que a pessoa com deficiência intelectual, esteja inserida num grupo social. “Essa interação traz a melhoria na qualidade de vida, nos aspectos referentes à saúde física e mental. Como conseqüência, há um aumento do período de vida ativa, prevenindo perdas funcionais e recuperando capacidades”, afirma. O objetivo principal é oferecer atividades de prevenção de agravos de saúde, manutenção de habilidades, promoção da autonomia e independência. “A necessidade de convivência em grupo é vista como uma característica de todo ser humano, mas acentua-se na pessoa idosa com deficiência intelectual”, conclui Edna.

O papel da família é a extensão das ações institucionais. Se a família não estiver envolvida, não existira continuidade doa trabalho realizado e tudo se perde Ela deve permitir que o deficiente intelectual tome decisões e deve auxiliá-lo na construção de planos para o futuro. A família deve fazer somente o necessário e respeitar as preferências e gostos pessoais desse deficiente. E, finalmente, é muito importante prepará-lo para uma possível mudança de cuidadores.

História da Bia e da Di

14 junho 2011  amacppkasulo, 1 Comentário

Colaborem

7 junho 2011  amacppkasulo, Sem Comentários
Casuw

Olá Meninas do Kasulo.

Primeiro gostaria de agradecer pela ajuda de muitas mães pelas doações e esperamos contar com vocês nesta nova fase que vai acontecer no sábado as 14:00 no anfiteatro do Pinel.

Contamos com a presença de todas vocês.

Pedimos também a colaboração de roupas, sapatos, brinquedos, eletronicos, eletrodomésticos, movéis, livros e bijouterias para nosso Bazar que vai acontecer no Jd Panamericano, no mês de julho, mas o dia será confirmada com a Madalena.

Precisamos urgente de doações. Todo dinheiro arrecadado será utilizado na associação Kasulo. Tanto para legalizar nosso estatuto como passeios com os nossos pequenos já visando o final de ano.

Contatem o seu bairro, seus vizinhos.
Fale do nosso trabalho. Vista sua camisa do Kasulo e venha conosco lutar por um futuro melhor para nossos filhos.

Visitem nosso blog. De sua sugestão, sua ídeia.
Precisamos de sua ajuda pra seguir em frente

Homenagens as Mães

21 maio 2011  amacppkasulo, Sem Comentários
Dione e Bia

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:

- “Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã… Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?”
E Deus disse:
- “Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.”
Criança:
- “Mas diga-me: aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?”
Deus:
- “Seu anjo cantará e sorrirá para você… A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.”
Criança:
- “Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?”
Deus:
- “Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.”
Criança:
- “E o que farei quando eu quiser Te falar?”
Deus:
- “Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar.”
Criança:
- “Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?”
Deus:
- “Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.”
Criança:
- “Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais.”
Deus:
- “Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você.”
Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:
- “Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo.”
E Deus respondeu :
- “Você chamará seu anjo de … MÃE!”

Mães Coragem

Aulas de ginástica olímpica ajudam no tratamento do autismo

18 maio 2011  amacppkasulo, Sem Comentários
Gustavo

Segunda-feira, 16 de maio de 2011 – 15h52

Foto: Macarena Lobos/Metro Rio Zoom Rodrigo Brívio e Gustavo, 9 anos: pais notam melhora na concentração e na interação social dos filhos

Rodrigo Brívio e Gustavo, 9 anos: pais notam melhora na concentração e na interação social dos filhos
Do Metro
cidades@eband.com.br

O autismo é uma síndrome silenciosa. Ainda se sabe muito pouco sobre o que acontece no misterioso mundo de quem vive dentro do chamado espectro autista.

Há três semanas, a comunidade de pais, médicos e terapeutas de autistas sofreu um baque com a denúncia de que uma das profissionais até então mais respeitadas do meio, Beatriz Cunha, de 32 anos, 12 de profissão, que se dizia especializada no assunto, sequer era formada em Psicologia.

Ela está sendo processada por falsidade ideológica e tortura, já que obrigava as crianças a comer e a fazer o tratamento muitas vezes com truculência e agressões verbais. O escândalo gerou pânico entre familiares e amigos de autistas em listas de discussão pela internet, sobre em quem confiar e em quais tratamentos apostar.

Um dos nomes que sempre aparece com mensagens positivas é o do professor de educação física Rodrigo Brívio, 31 anos, que começou ano passado um trabalho de ginástica olímpica com crianças autistas na Academia Body Tech, na Barra da Tijuca, e vem conseguindo resultados surpreendentes no atraso da linguagem e na falta de interação social, principais características da síndrome.

Com disciplina, rotina, amor e muita paciência, Brívio virou referência no Brasil inteiro. Ele já acumula convites para dar cursos e seminários pelo país afora e tem nada menos do que 100 crianças na fila de espera por uma das 25 vagas da sua concorrida aula.

Qual o segredo da aula?
Eu acredito que tudo é possível, dentro das limitações de cada um. Tento entrar no mundo dessas crianças, e não tentar fazer com que elas venham para o nosso mundo por obrigação.

Qual é o maior desafio de lidar com crianças autistas?
Estabelecer uma comunicação com uma criança que não fala. Mas com o tempo, paciência e interesse, dá para saber o que elas querem. Recentemente, um dos meninos me puxou até a porta do banheiro. Se comunicou da forma que podia. E mostrou que já confiava em mim.

Como elas reagem às atividades propostas na ginástica olímpica?
Elas geralmente têm medo do salto no início, mas logo percebem a sensação de prazer. A atividade física alivia um pouco do estresse e dos sintomas de hiperatividade que muitos deles têm.

Nas aulas, alguma criança já te emocionou?
Muitas. Uma delas falou a primeira palavra durante uma brincadeira que fazemos com os cones.

Por que o método é eficiente?
Porque como eles não falam ou têm dificuldade na linguagem e na área da comunicação, usam muito o corpo para se expressar, fazem gestos. Na ginástica, eles aprendem a se concentrar, que é um dos pontos deficientes de quem tem a síndrome. Sentem que estão falando a língua deles.

Como é a aula na prática?
Por meio dos exercícios fazemos a combinação da parte motora com a cognitiva e a sensorial. Não existe diferença entre crianças autistas ou não. As aulas são iguais. Desenvolvo trabalho com reconhecimento de cores e letras, que poderia ser feito com as outras crianças.

Atividade diminui ansiedade, melhora as limitações de linguagem e relacionamento social
Fonte: http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000432093.