Uso da palavra “autista” com sentido estigmatizante

20 Abril 2011  amacppkasulo, Sem Comentários
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A partir da entrevista concedida por Emir Sader a Folha de S. Paulo (27/2/2011), diversos colunistas de jornal e de revista repercutiram a frase ‘Ana de Hollanda é meio autista’, dita pelo sociólogo famoso. Desta forma, novamente aparece na mídia o uso da palavra ‘autista’ com sentido estigmatizante para descrever uma pessoa, um comportamento humano ou até alguma coisa.

Por que estigmatizante? Porque esta palavra foi utilizada pejorativamente para destacar algo que, segundo entendimento de quem a pronunciou, é negativo, anormal, esquisito, omisso. Quiçá inadvertidamente, Emir Sader acabou prestando um gravíssimo desserviço às pessoas com autismo e à sociedade em geral. Toda uma mobilização local, nacional ou internacional – acionada por pessoas com autismo, seus familiares, especialistas e outros interessados, para combater o preconceito e a discriminação que ainda existem contra estas pessoas – foi prejudicada pela força do mau uso da palavra ‘autista’ e da ampla repercussão que o episódio mereceu na mídia. Em seguida, transcrevo, com negritos de minha responsabilidade, trechos de algumas das matérias sobre este assunto publicadas nos jornais Folha de S.Paulo e Correio do Brasil e na revista IstoÉ. A escolha destes veículos foi aleatória, ou seja, o assunto pode ter sido abordado em outros meios de comunicação também. “Para sociólogo, Ana de Hollanda é ‘meio autista’. Prestes a presidir a Fundação Casa de Rui Barbosa, o sociólogo Emir Sader causa polêmica ao incentivar debates sobre os anos Lula. Para ele, o corte do Orçamento estoura ‘na mão da (ministra) Ana (de Hollanda) porque ela fica quieta, é meio autista’.” [manchete para Ilustríssima, Folha de S.Paulo, 27/2/2011, p.1]. “O ministério passará pelo recém-anunciado corte de gastos federais: conforme diz Emir Sader, ‘tem o corte, o orçamento é menor, e tem dívidas. Desde março não se repassou nada aos Pontos de Cultura. Teve uma manifestação em Brasília. Está estourando na mão da (ministra) Ana (de Hollanda) porque ela fica quieta, é meio autista’.” [Marcelo Bortoloti e Paulo Werneck, “Um emirado para Emir: A Casa de Rui Barbosa em busca de transcendência”, Ilustríssima, Folha de S.Paulo, 27/2/2011, p. 5]. “Eu e você não dá mais, né?”. (…) “De acordo com fontes ouvidas pela Folha, tal frase teria selado o fim da relação entre a ministra Ana de Hollanda e o sociólogo Emir Sader.” (…) “A observação da ministra sucedeu a entrevista, publicada na Folha, na qual Sader, ao comentar cortes orçamentários, adjetivou a superior como ‘meio autista’.” [Ana Paula Sousa, “Direitos autorais e críticas de Sader a ministra abrem crise na Cultura”, Ilustrada, Folha de S.Paulo, 2/3/2011]. “Emir Sader cai após chamar de autista ministra da área cultural. Após ter chamado a ministra Ana de Hollanda (Cultura) de ‘meio autista’, o sociólogo Emir Sader não assumirá mais a presidência da Casa de Rui Barbosa.” [manchete para Ilustrada, Folha de S.Paulo, 3/3/2011, p. 1]. “Após chamar ministra Ana de Hollanda de ‘meio autista’, Sader abriu crise no governo; parte do PT o defendeu. O sociólogo, que deveria assumir nos próximos dias a presidência da Casa de Rui Barbosa, uma das sete autarquias diretamente ligadas ao Ministério da Cultura (MinC), virou assunto de governo após chamar a ministra Ana de Hollanda de autista. Em entrevista publicada pela Folha no último domingo, Sader acusou Hollanda de ‘não falar’ e de ser ‘meio autista’.” [Ana Paula de Souza, “Governo desiste de nomeação de Sader”, Ilustrada, Folha de S.Paulo, 3/3/2011]. “Sader teve a nomeação para a Casa de Rui Barbosa cancelada após chamar ministra da Cultura de ‘autista’. Sader teve a nomeação para a entidade cancelada depois de chamar a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, de ‘meio autista’.” [Ana Paula Sousa e Marcelo Bortoloti, “Descartado por ministério, Sader trabalhará com Lula”, Folha de S.Paulo, 4/3/2011]. “O caso Emir Sader. (…) Após entrevista publicada pela Folha em que o sociólogo Emir Sader, que deveria assumir a Casa de Rui Barbosa, chamou Hollanda de ‘meio autista’, a ministra decidiu cancelar sua nomeação para o cargo.” [Ana Paula Sousa, “Frágil ministério”, Ilustrada, Folha de S.Paulo, 4/3/2011]. “Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Emir Sader fez críticas a cortes de custos aos programas do Ministério da Cultura (MinC) e informara que pretendia levar para debate assuntos sensíveis, como a questão dos direitos autorais. Além disso, Sader chamou Ana de Hollanda de ‘meio autista’, devido à suposta inércia diante da falta de repasse de verbas aos Pontos de Cultura: ‘Tem corte, o orçamento é menor, tem corte e tem dívidas. Desde março não se repassou nada aos Pontos de Cultura. Teve uma manifestação em Brasília. Está estourando na mão da Ana porque ela fica quieta, é meio autista’, declarou Sader.” [“Emir Sader não vai mais presidir Casa de Rui Barbosa”, Correio do Brasil, 4/3/2011]. “Sobre o episódio com Emir Sader, que em entrevista à Folha, a chamou de ‘meio autista’ e não foi mais confirmado à frente da Casa de Rui Barbosa, ela (Ana de Hollanda) diz: ‘Ele não merece, não vou falar disso’.” [Mônica Bergamo, “Ana: ‘Ele não merece”, Cotidiano, Folha de S.Paulo, 6/3/2011]. “(Ana) deu uma resposta curta e grossa: ‘Comunico que o senhor Emir Sader não será mais nomeado presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa.’ (…). (Emir Sader) criticou a falta de repasses para programas do órgão: ‘Teve uma manifestação em Brasília. Está estourando na mão da Ana porque ela fica quieta, é meio autista’.” (…) “Chumbo grosso: Sader chamou Ana de Hollanda de autista. Ela o demitiu por meio de nota”. (…) “O Orçamento é menor e está estourando na mão da Ana porque ela fica quieta, é meio autista”. [Octávio Costa e Sérgio Pardellas, “Tiroteio cultural”, IstoÉ, ano 35, n. 2156, 9/3/2011, p.41]. Tão errado quanto Emir Sader foi o colunista Leonardo Attuch ao opinar que Emir Sader “poderia ser enquadrado na categoria” de autista e que Emir, por não perceber a nova realidade, dá sinal de ter autismo. Trecho do artigo intitulado “Autistas da cultura”: “O que é um autista? Uma pessoa incapaz de desenvolver relações sociais normais e que mergulha num universo próprio, tornando-se alheia à realidade externa. O sociólogo Emir Sader, que foi demitido antes mesmo de assumir a presidência da Fundação Casa de Rui Barbosa, uma autarquia ligada ao Ministério da Cultura, poderia ser enquadrado na categoria. Ainda enxerga o mundo pela lente marxista e aponta maquinações permanentes da direta contra si. Mas o que o derrubou não foi nenhuma trama ou conspiração. Apenas a língua solta. O sociólogo passou do ponto, ao chamar de ‘autista’ a ministra Ana de Hollanda, que seria sua superior imediata. No mundo de hoje, a palavra-chave é compartilhamento. (…) Fechar os olhos para essa nova realidade é também um sinal de autismo.” [Leonardo Attuch, IstoÉ, ano 35, n. 2156, 9/3/2011, p.47]. Como confirmam os trechos acima transcritos, Emir Sader deixou claro que, segundo o seu entendimento da palavra ‘autista’, Ana de Hollanda seria ‘meio autista’ porque ela ficou “quieta” diante do corte no Orçamento, assumiu uma “atitude de inércia” ante a falta de repasse de verbas. Porém, mesmo inconscientemente, Emir está ensinando à sociedade um conceito equivocado sobre o que é ‘ser um autista’, o que é ‘ser uma pessoa com autismo’. E eu pergunto: Até quando aceitaremos passivamente o uso estigmatizante, pejorativo, das palavras ‘autismo’ e ‘autista’? Já não estaria passando a hora de combatermos essa destruidora desinformação e esse tratamento equivocado, que tanto comprometem a qualidade de vida, e ofendem a dignidade, das pessoas com autismo? Afinal, nós já temos dois caminhos jurídicos para agir: o Decreto Legislativo 186, de 9/7/08, que ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) com equivalência constitucional, e o Decreto 6.949, de 25/8/09, que promulgou a CDPD. Diz o Artigo 8 da CDPD: “(1) Os Estados Partes se comprometem a adotar medidas imediatas, efetivas e apropriadas para: (a) … ; (b) Combater estereótipos, preconceitos e práticas nocivas em relação a pessoas com deficiência, inclusive aqueles relacionados a sexo e idade, em todas as áreas de vida; (c) … (2) As medidas para esse fim incluem: (a) Lançar e dar continuidade a efetivas campanhas de conscientização públicas, destinadas a: (i) Favorecer atitude receptiva em relação aos direitos das pessoas com deficiência; (ii) Promover percepção positiva e maior consciência social em relação às pessoas com deficiência; (iii) …; (b) …; (c) Incentivar todos os órgãos da mídia a retratar as pessoas com deficiência de maneira compatível com o propósito da presente Convenção; (d) …”. A ONU, no Artigo 1 da CDPD, incluiu as pessoas com autismo ao acrescentar o termo deficiência psicossocial na lista das tradicionais categorias de deficiência, que antes eram a física, a intelectual, a visual, a auditiva (e, por tabela, a múltipla). Na deficiência psicossocial, entram todas as formas de sequela de transtorno mental, inclusive sequela de transtorno global do desenvolvimento (p.ex., espectro do autismo, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, síndrome de Williams). A CDPD foi adotada pela Assembleia Geral da ONU através da Resolução A/61/106, de 13/12/06. No passado também Antes de todo este episódio estigmatizante, já havia aparecido na mídia outras matérias nas quais a palavra ‘autismo’ ou ‘autista’ foi utilizada para se referir pejorativamente a pessoas ou coisas. Transcrevo trechos de três delas. No ano 2000, sob o título ‘Autismo’, um editorial destaca a fala do então advogado-geral da União, Gilmar Mendes: “Os juízes estão anestesiados; o autismo é um mal complicado do Poder Judiciário.”. Mendes se referia a uma série de situações: “a politização da Justiça na análise das ações contrárias à venda do banco”, “Os juízes (…) vêm tomando decisões inspiradas em posições ideológicas”, “Os tribunais vêm acatando argumentos em torno de ‘picuinhas’ processuais”, “vícios formais de quinta ordem com o objetivo evidente de truncar o processo de privatização” etc. [Jornal da Tarde, 12/7/2000]. Em 2002, quando houve a polêmica sobre a derrubada do CPMF e a reforma tributária, o leitor João Diogenes Caldas Salviano, do Recife, enviou uma carta sob o título ‘Casa dos autistas’ [brincando com o nome do programa de TV “Casa dos Artistas”, famoso na época)]: (…) “Mas será que, nestes oito anos de tucanato com pefelistas e peemedebistas, não estaremos participando da ‘casa dos autistas’, dos que vivem dissociados da realidade social, retroalimentando apenas o ego e a vaidade sem limites racionais?!” [Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo, 18/3/2002]. No ano 2005, o título “Governo e Congresso têm comportamento autista, afirma Lessa”, em letras garrafais, trouxe uma longa entrevista concedida por Renato Lessa, na época professor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). No início da matéria, o jornalista Rafael Cariello escreveu: “O cientista político Renato Lessa afirma que governo e Congresso agem de forma autista e predatória.”. Trechos de Renato Lessa: “Se essa agenda ficar por muito tempo confinada à relação entre esses dois atores [Governo e Congresso], a sociedade de alguma maneira vai tender a ultrapassar essa agenda. É difícil pensar a sustentabilidade indefinida de um padrão autista.” (…) “Há quem acredite que, para entender a política, é preciso entender a relação entre Executivo e Legislativo. É uma visão autista. Para quem pensa assim, o governo Goulart caiu porque perdeu a sustentação parlamentar, mas não leva em conta o que acontecia no ambiente social.” [Rafael Cariello, Folha de S.Paulo, 15/5/2005].

Uso correto da palavra ‘autista’ Em meio a tantos exemplos negativos sobre o tema ‘autismo’, houve uma voz solitária utilizando corretamente as palavras ‘autista’ e ‘autismo’ a fim de tomar uma posição favorável às pessoas com autismo e suas famílias. Foi a voz de Luiz Fernando Vianna ao escrever a breve crônica intitulada “O autismo e a política”. Por diversas vezes, Vianna utilizou a palavra “autistas”, que hoje preferimos substituir por ‘pessoas com autismo’. Mas, tudo bem, vale a posição que ele tomou. Vale a pena reproduzir essa crônica na íntegra: “RIO DE JANEIRO –

As traquinagens mensaleiras do PT devastaram restos de esperança que sobreviviam nessas terras. Para os pais de autistas, o bolo de lama ainda veio com uma desnecessária cereja: a transformação do diagnóstico de seus filhos em insulto político.” “Chamar Lula, o governo ou a equipe econômica de autista virou bordão na boca de colunistas de jornal (inclusive deste), empresários como Benjamin Steinbruch, políticos como Aécio Neves, Gustavo Krause e José Carlos Aleluia, intelectuais como Marilena Chauí, Renato Lessa e Luiz Carlos Mendonça de Barros, e políticos que já foram intelectuais como Fernando Henrique Cardoso.” “Nunca se ouviu desses seres públicos qualquer palavra no sentido de construir algo em prol dos autistas, embora a síndrome atinja uma em cada mil crianças nascidas no mundo – o desinteresse deles ajuda a entender por que jamais se fez um levantamento no Brasil. Mas, na hora de esbanjar ignorância e crueldade, eles não falharam.” “O estereótipo do autista como alguém ‘fechado em seu mundo’, base para os insultos, é falho, para não dizer falso. Autistas têm dificuldades de linguagem, interação e assimilação de convenções, mas podem, se amados e estimulados, ter vida social no ‘nosso’ mundo.” “Ao ajudar a estigmatizar a palavra ‘autista’, pondo-a no mesmo rol de outras expressões pejorativas, esses seres públicos reduzem a chance dos autistas de também serem públicos. Chatice politicamente correta? Só pensa assim quem não conhece o assunto.” “Por causa de suas limitações, autistas não são hábeis para mentir, para enganar, para falar palavras em que não acreditam. Como diz o pai de um deles, um autista pode ser tudo, mas jamais será um canalha. Já os políticos…” [Luiz Fernando Vianna, Folha de S.Paulo, 8/7/2006].

De Romeu Kazumi Sassaki

Fonte: www.inclusive.org.br

As pessoas interessadas em obter este texto na integra poderão solicitá-lo pelo autor por email:

romeukf@uol.com.br.

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Pensamentos – Dalai Lama – Reflita

13 Abril 2011  amacppkasulo, Sem Comentários

Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Estas atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto.

Se existe amor, há também esperança de existirem verdadeiras famílias, verdadeira fraternidade, verdadeira igualdade e verdadeira paz. Se não há mais amor dentro de você, se você continua a ver os outros como inimigos, não importa o conhecimento ou o nível de instrução que você tenha, não importa o progresso material que alcance, só haverá sofrimento e confusão no cômputo final. O homem vai continuar enganando e subjugando outros homens, mas insultar ou maltratar os outros é algo sem propósito. O fundamento de toda prática espiritual é o amor. Que você o pratique bem é meu único pedido.

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REVISTA AUTISMO – NUMERO 1(UM)

13 Abril 2011  amacppkasulo, Sem Comentários
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Saiu a nova edição da Revista Autismo, a número 1 (pois a edição de lançamento foi a número zero, de setembro/2010), com uma tiragem de apenas 2.500 exemplares.

E para quem quiser receber a revista (que continua gratuita), com quantidade máxima de 25 exemplares, basta ver na tabela abaixo quanto fica o valor da postagem (escolha entre PAC e Sedex), depositar (se possível identificado com seu nome completo) na conta:

BANCO Bradesco (banco número 237)
AGÊNCIA 2534-8 (quase nunca é necessário o dígito da agência)
CONTA CORRENTE 8679-7 (Francisco de Paiva e Silva Junior)
OBS.: Além do Bradesco, também pode-se depositar em qualquer agência dos CORREIOS.

Depois, basta cadastrar seu comprovante, quantidade e endereço no FORMULÁRIO NO FIM  DESTA PÁGINA, mas lembre-se: cadastre-se apenas DEPOIS de ter feito o depósito.

Os custos são os seguintes em relação à quantidade de exemplares e a região do Brasil (se for exterior ou mais de 10 exemplares, cote pelo e-mail editor@RevistaAutismo.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ). Para saber o prazo correto dos Correios veja no site como CEP de Origem 12945-000):

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OS FILHOS – LIVRO O PROFETA – KAHLIL GIBRAN

8 Abril 2011  amacppkasulo, Sem Comentários

 

Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: “Fala-nos dos filhos.”

E ele falou:

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis dar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na direção do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

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Cartilha dos Direitos da Pessoa com Autismo

8 Abril 2011  amacppkasulo, Sem Comentários

A Defensoria Publica do Estado de São Paulo em conjunto com MPA – Movimento Pró Autismo e a ADEPE, lançaram no dia 26/03/2011 a

cartilha contendo os Direitos da Pessoa com Autismo. A mesma esta disponivel para o publico em geral.

Esta vêm para contribuir, informar e conscientizar pais e o publico em geral, sobre a necessidades dos autistas.

A cartilha cujo o formato do arquivo e em PDF. Segue abaixo o Link de acesso ao site da Defensoria Publica, onde encontra-se a cartilha:

http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Default.aspx?idPagina=3095

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Passeio no Ibirapuera

18 Março 2011  amacppkasulo, 1 Comentário
Passeio no Ibirapuera

Este será nosso próximo evento.

Contamos com a colaboração de todas as mães.

Museu no Ibirapuera recebe exposição sobre a água

Aquários reais e virtuais dividem espaço com projeção de criaturas abissais.
‘Água na Oca’ acontece até maio do ano que vem.

Crianças brincam em uma das obras presentes na mostra (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Substância mais importante para a vida, a água terá a partir desta sexta-feira (26) uma exposição em sua homenagem em São Paulo. Intitulada “Água na Oca”, a mostra acontece no famoso museu situado no Parque Ibirapuera, na Zona Sul, até o dia 8 de maio do ano que vem.

Serão diversas instalações espalhadas nos 8 mil metros quadrados do museu. Uma das atrações que chamará a atenção de crianças e adultos é o conjunto de aquários com peixes do Brasil e do exterior. “São seis ecossistemas diferentes representados”, disse Mário Donizete Domingos, curador científico da mostra.

Os tanques simulam rios africanos, asiáticos e brasileiros. Crianças que tiveram a oportunidade de visitar o espaço antes da abertura para o público em geral se maravilharam com os peixes.

A tecnologia é usada intensivamente na mostra. Há, por exemplo, o aquário virtual, que traz imagens de peixes, anfíbios e crustáceos em um manguezal fictício. “Essa é uma oportunidade de mostrar os animais sem ter de retirá-los do seu habitat natural”, afirmou.

Parceria
Segundo Bianca Rinzler, diretora do Instituto Sangari –responsável pela exposição–, a mostra é uma parceria com o Museu de História Natural de Nova York. “Adaptamos a parte interativa do material deles para o espaço dez vezes maior aqui da Oca”, disse.

Ela afirma que algumas das atrações da exposição em São Paulo são únicas. “A simulação do fundo do mar no segundo andar só pode ser feita aqui”, ressaltou. Esse é um dos mais impressionantes atrativos da mostra. Ao olhar para a cúpula do museu, o público assiste a uma projeção em telas gigantes de criaturas do fundo do mar, como baleias, tubarões e águas-vivas.

Há ainda obras de arte modernas baseadas na água e laboratórios onde as crianças poderão fazer experiências. “O objetivo da mostra não é que as crianças e os jovens saiam cheios de informação. Queremos que eles saiam daqui com muita curiosidade”, concluiu Bianca.

Serviço:
Exposição Água na Oca

- Quando: de 26 de novembro de 2010 a 8 de maio de 2011

- Onde: Oca – Avenida Pedro Álvares Cabral, sem número; portão 3 do Parque Ibirapuera

- Horário de funcionamento: terças, quartas e sextas-feiras, das 9h às 18h; quintas-feiras, das 9h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h; não funciona às segundas-feiras e nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro

Preço: R$ 20 (estudantes e professores com comprovantes pagam R$ 10). Menores de 7 anos e maiores de 60 com documento não pagam

Crianças se maravilham com aquário na Oca

Água na Oca
De 26 de novembro de 2010 a 8 de maio de 2011
Pavilhão Lucas Nogueira Garcez – Oca
Av. Pedro Álvares Cabral, S/N – Portão 03, Parque Ibirapuera, São Paulo

Para mais informações entre em contato pelo telefone: 03007890002

INGRESSOS
Inteira: R$ 20,00
Estudantes e professores com comprovantes: R$ 10,00 (meia-entrada)
Menores de 7 e maiores de 60 anos com documento não pagam
Aposentados e portadores de deficiência pagam meia-entrada.
No último domingo de cada mês a entrada é gratuita para todos os visitantes

RECOMENDAçÕES AO VISITANTE
- Permitido tocar apenas em obras interativas
- Permitido fotografar apenas sem o uso de flash
- Não é permitido transitar pela exposição com alimentos e bebidas
- Não é permitido entrar com mochilas e volumes
- Visitas guiadas são permitidas apenas com monitores da exposição

AGENDAMENTO PARA ESCOLAS
Diverte Cultural: 11 3883-9090 / exposicao@divertecultural.com.br
Escolas particulares agendadas: R$ 15 por aluno
Saiba mais sobre o programa educativo.

Diverte Cultural: 11 3883-9090 / exposicao@divertecultural.com.br

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Autismo in Vitro

6 Março 2011  amacppkasulo, Sem Comentários
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Cientistas liderados por brasileiro criam neurônios autistas e conseguem tratá-los.

Estudar o autismo, um dos mais intrigantes transtornos do desenvolvimento humano, é uma tarefa complexa. Os cientistas não podem abrir o cérebro de uma criança para analisar o que se passa com seus neurônios. Avaliar o cérebro depois da morte do paciente não traz grandes informações: como os danos já foram causados, é difícil descobrir como a doença evoluiu. Por essa soma de dificuldades, um avanço publicado na sexta-feira na revista científica Cell trouxe esperança e causou sensação no meio científico.

A equipe liderada pelo biólogo brasileiro Alysson Muotri, de 36 anos, professor da Universidade da Califórnia em San Diego, conquistou três feitos inéditos. Criou neurônios autistas em laboratório. Em seguida, revelou que eles são diferentes dos neurônios normais desde o início do desenvolvimento. Por fim, conseguiu tratar os neurônios autistas e fazer com que se comportassem como neurônios normais. Muotri trabalhou com autistas portadores da síndrome de Rett – uma forma grave da doença. Os bebês que sofrem desse problema se desenvolvem normalmente até o primeiro ano de vida. Depois regridem acentuadamente. Eles perdem a coordenação motora e sofrem rigidez muscular. Muitos morrem na juventude. A síndrome de Rett foi escolhida por ter uma causa genética clara. É provocada por mutações no gene MeCP2.

Para investigar a evolução da doença, Muotri criou neurônios autistas em laboratório. Células da pele de pacientes autistas foram extraídas e induzidas a se transformar em células-tronco embrionárias (capazes de se transformar em qualquer tecido). Depois, as células-tronco foram transformadas em neurônios (leia no quadro abaixo). O grupo observou que o núcleo dos neurônios autistas é menor que o dos neurônios normais. O número de sinapses (pontos de contato que permitem a comunicação entre os neurônios) também é menor nos neurônios autistas.

Se já é possível criar neurônios autistas, será que em breve será possível “consertá-los”? A equipe de Muotri também investigou isso. Duas drogas foram usadas na tentativa de curar os neurônios: o fator de crescimento de insulina 1 (IGF-1) e a gentamicina. O resultado foi muito motivador. Os neurônios autistas tratados passaram a se comportar como se fossem neurônios normais.

“Isso é fantástico, uma esperança de que a cura é possível”, diz Muotri. O trabalho indica que o estado autista não é permanente – e sim reversível. “Mostramos que é possível tratar esses neurônios antes dos sintomas aparecerem”, diz.

Nenhuma das duas drogas, porém, podem ser usadas atualmente em pacientes. Uma delas não cruza a barreira hematoencefálica (membrana que protege o cérebro de substâncias químicas presentes no sangue). A outra droga é tóxica. Mas o método pode ser usado para testar novas drogas desenvolvidas com o objetivo de reverter o autismo. Também pode dar origem a um teste de diagnóstico inequívoco baseado num material abundante e de simples acesso: células da pele.

“O mais surpreendente é que por esse método pudemos reconstituir a história de uma doença psiquiátrica numa placa de Petri”, diz Fred Gage, professor do Laboratório de Genética do Instituto Salk, em San Diego. É possível que em breve outras doenças psiquiátricas possam ser esclarecidas da mesma forma.

O próximo passo foi tentar “consertar” os neurônios doentes. Os cientistas sabiam que essas substâncias tornam os neurônios mais vigorosos. Mas, usadas em excesso, podem produzir sinapses demais, o que é uma característica da esquizofrenia. Depois do tratamento, os neurônios autistas passaram a se comportar como neurônios normais. O trabalho sugere que o estado autista é reversível – mas vai levar tempo até que um tratamento esteja disponível. Entre outras dificuldades está o fato de que nenhuma das duas drogas usadas no experimento pode ser aplicada em pessoas. Uma é tóxica e a outra não ultrapassa a membrana que protege o cérebro de substâncias químicas. Mas o trabalho poderá levar ao desenvolvimento de diagnóstico e drogas eficazes.


Fonte: Revista Época nº 652. 12/11/2010.


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Dia 2 de Abril – Dia Mundial de Conscientização do Autismo

4 Março 2011  amacppkasulo, Sem Comentários
Espalhem esta ideia:

Enviem a seus contatos com a bela letra da música, Fantine Thó, “Até o Fim”:

Cuidar de você
Sem saber a causa dessa dor profunda
Cuidar de você
Sem conhecer a medicina que te cura

Fechando os olhos
Posso ver a cor de sua sinfonia
O ardente toque do amor
Abandonado em pleno dia

Quero saber o que é preciso dizer
Mesmo sabendo que o tempo é mestre
No toque, no olhar você vai entender
Que respirar é a nossa prece

Os mares podem secar
O som deixar de existir
A mais linda cor apagar
Com você eu vou até o fim
O que quiser passar
Por menos que eu esteja aqui
Mais perto que o ar vai estar
Com você o melhor de mim

Com teus olhos
Veja meu pensamento
Refletindo a obra do seu ser
Sem palavras
vozes sábias dizem o que é o viver

Os mares podem secar
O som deixar de existir
A mais linda cor apagar
Com você eu vou até o fim
O que quiser passar
Por menos que eu esteja aqui
Mais perto que o ar vai estar
Com você o melhor de mim

Se eu pudesse meus passos te dar
O que andei, o que senti, o que já vi
Entregaria meus dias pra’um só
Pra te ver sorrir

Os mares podem secar
O som deixar de existir
A mais linda cor apagar
Com você eu vou até o fim
O que quiser passar
Por menos que eu esteja aqui
Mais perto que o ar vai estar
Com você o melhor de mim

Paiva Junior
Movimento Pró Autista
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Club Escola oferece vários cursos e atividades gratuitas

19 Fevereiro 2011  amacppkasulo, 2 Comentários
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Club Escola  oferece vários cursos e atividades físicas gratuitas.

Não sabe o que fazer com as crianças nestas férias? Leve-os no Clube escola.  Na região de Pirituba atende cerca de 300 crianças, entre 5 e 17 anos. Diversas oficinas e atividades que são desenvolvidas pelo programa Clube Escola na unidade: Futebol, Vôlei, Skate, Boxe, Movimento em Verbo (movimento corporal lúdico), Vem Dançar Comigo (oficinas de dança), Raízes em Roda (capoeira), Jogos Corporais, Judô, Karatê, Tai Chi Chuan e Ginástica Acrobática, Pólo Aquático, Natação, Handball, e Tênis. Possui uma quadra de futebol society,  e tem até um telecentro. Diariamente, o equipamento esportivo municipal recebe um público de 300 pessoas.

Outra atração é a oficina de circo que trará toda a magia da arte circense com aulas de trapézio, malabares, perna de pau, tecido, sombra e cama elástica. As  atividades contam com a orientação de monitores sempre interessados em contribuir para a garantia do direito da criança brincar.

Professores profissionais como Lore(Suzana), Jairo e Puti fazem toda a diferença quando se trata de ensinar uma criança especial vencer seus limites e dificuldades.

Neste curso estão duas de nossas crianças. E estão adorando.

Leticia já acorda entusiasmada e olha que o acordar cedo já é difícil. Mas quando se fala que é para ir para o circo, não se escuta uma reclamação.

Rafael, vai de manhã na escola mas chega na oficina do circo já pulando. Sem mostrar nenhum sinal de cansaço.

Aqui deixo minha dica. Vale a pena e também ajuda muito nossas crianças. Tanto para exercício físico como para integração social.

Para participar vá até a Av.Agenor Couto de Magalhães ,nº 32 – Pirituba .

Levar:

  • RG ou Certidão de Nascimento,
  • Cartão Nacional de Saúde(SUS)
  • Comprovante de Endereço com CEP, na secretária do Club Escola e fazer gratuitamente sua carteirinha.

Saiba Mais sobre o Clube Escola

Idealizado pela Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, o programa Clube Escola foi implantado para se tornar a política pública definitiva dos equipamentos esportivos municipais. A idéia é unir escola e atividades físicas, tornando os clubes municipais um terceiro lar para as crianças e adolescentes. Os equipamentos esportivos também ficam abertos para os pais e familiares.

Fotos

Para maiores informações

Fone: 3904-1154

Se você morar fora de Pirituba, entre em contato que passo os endereços de outros clubes escolas.

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Duelo de Banjos

19 Fevereiro 2011  amacppkasulo, Sem Comentários
Duelo de Banjos

O filme Amargo Pesadelo estava sendo rodado no interior dos Estados Unidos. O diretor fez a locação de um posto de gasolina num lugar isolado, onde vários atores iriam contracenar com o proprietário do posto que morava no local, com sua mulher e filho. O menino autista nunca saía do terreno da casa.

A equipe parou no posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.

Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores, que era músico e sempre andava acompanhado de seu violão, já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa, aproximou-se e começou a repetir a sequência musical do garoto.

Como houve uma ‘resposta musical’ por parte do garoto, o diretor captou a importância da cena e mandou filmar. O restante vocês verão no vídeo.

Atentem para alguns detalhes:

- O garoto é verdadeiramente um autista;

- Ele não estava nos planos do filme;

- A alegria do pai curtindo o duelo dos instrumentos… dançando;

- A felicidade da mãe captada numa janela da casa;

- A reação autêntica de um autista, quando o ator músico quer cumprimentá-lo no final.

Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto.

A sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.

A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce, exibe seu sorriso e seu talento, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada “por acaso” no filme “Amargo Pesadelo”, de 1972.

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